
William Shatner, que contracenou com Judy Garland no drama Judgment at Nuremberg, de 1961, disse que ela estava “muito frágil” durante as filmagens.
Shatner, que interpretou o jovem Capitão Harrison Byers ao lado do Juiz Chefe Dan Haywood, interpretado por Spencer Tracy, relembrou os bastidores das gravações durante entrevista à Entertainment Weekly.
Ele começou dizendo que era um grande fã de Garland. “Quando adolescente, vindo de Montreal, eu costumava ir com meus pais a Nova York para assistir a peças de teatro. E eu a vi no palco na Times Square fazendo um show — mas ela estava bêbada”, contou Shatner.
Na época, Shatner não sabia que Garland tinha um longo histórico de dependência química, o que tornou seu estado de embriaguez um choque. “Eu ficava olhando para ela pensando: ‘Meu Deus, ela é minha heroína. E acho que ela está bêbada'”, lembrou ele.
“Eu era adolescente. Pensei: ‘Ora, ela não pode estar bêbada no palco!’ E, bem, ela estava, e não fazia sentido nenhum. E eu fiquei muito decepcionado”, explicou Shatner, que só foi descobrir as dificuldades que Garland passava mais tarde.
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Por isso, o ator recordou com carinho o breve período em que trabalhou com a atriz. “Ela era um talento enorme. E quando ela entrou em cena para gravar sua cena, eu não a tinha visto desde aquela experiência, tantos anos atrás. Lá estava ela, fazendo sua parte frágil. E isso fez parte de uma continuidade que eu valorizo muito.”
No filme, Garland interpretou Irene Hoffmann, uma alemã convocada aos julgamentos de Nuremberg como testemunha para depor sobre seu suposto envolvimento romântico com um comerciante judeu.
A personagem de Garland se emocionou e se debulhou em lágrimas ao relembrar o julgamento de seu antigo conhecido, acusado de violar as leis de pureza racial.
A atuação de Garland no filme lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, embora ela tenha perdido para Rita Moreno por West Side Story.
“Foi uma experiência maravilhosa e surpreendente para um jovem ator. Eu era novato no mundo do cinema na época, e lá estava eu, no meio de todos esses gigantes que chegavam por um ou dois dias, eram filmados e iam embora. Foi uma jornada. Foi lindo”, disse Shatner sobre o filme.
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